terça-feira, 1 de março de 2011

Anhanguera Educacional fecha parceria com Google e estudantes e professores terão acesso a aplicativos da empresa

RIO - O tempo em que você emprestava o seu caderno para o amigo que faltava a aula ou então tirava xerox para ele acabou. Pelo menos para os alunos da Anhanguera Educacional, controlador da Faculdade Anhanguera e do Centro Universitário Plínio Leite (Unipli), em Niterói, entre outras instituições. O grupo fechou uma parceria inédita com o Google, e disponibilizará a plataforma Google Apps for Business para todo o corpo docente, discente e funcionários.


Assim, os estudantes contarão com contas Gmail próprias da faculdade, e poderão utilizar ferramentas como o Google Docs, Google Videos e Google Sites, além de uma biblioteca virtual. De acordo com a vice-presidente acadêmica da Anhanguera, Ana Maria Souza, o objetivo é adequar as práticas de ensino ao perfil de uma geração conectada e as demandas do mercado de trabalho.

- O nosso objetivo é chegarmos a uma educação 2.0, com cada aluno tendo o seu site, criando a sua rede profissional, e fortalecendo o princípio do compartilhamento de conhecimento. Vamos aliar tanto os processos formais, de sala de aula, quanto os informais - explica.

A história da parceria é antiga e começou há mais de um ano, por iniciativa do professor José Moran, diretor de educação à distância. A chegada do ex-diretor-geral do Google no Brasil, Alexandre Dias, no comando do grupo educacional em setembro do ano passado também acelerou o processo. A Anhanguera já investia forte em tecnologia antes mesmo do acordo e conta com sete estúdios e vários canais via satélite para a transmissão de aulas.

Outro ponto da adoção dos apps do Google será a inclusão dos professores no processo. Eles não serão apenas transmissores de conteúdo, mas também orientadores dos alunos, de forma a desenvolver neles uma "autonomia intelectual". A ideia é que os planos de aula sejam pensados tendo em vista todas as possibilidades dos aplicativos, para otimizar a experiência em sala.

- Nós temos uma preocupação muito grande em fazer com que o currículo atenda dois preceitos: mudar o papel do professor de transmissor para orientador, que discute com o aluno, organiza as atividades. Não queremos que o aluno seja receptivo, e sim mais ativo, continuando o aprendizado fora da aula - afirma a vice-presidente.

As possibilidades de utilização das ferramentas são enormes. Um grupo de alunos podem compartilhar um arquivo no Docs, de maneira que cada um faça uma parte do trabalho. Ou então, dividir com seus amigos reportagens relacionadas a carreira. Ou até tirar uma dúvida com o professor se ele estiver on-line no Gtalk. No fim, será possível publicar o trabalho final de uma disciplina no seu próprio site. E enviar o link para quem você quiser do seu Gmail. Ou seja, aprender ficou bem mais fácil do que quando você dependia de um caderno emprestado do seu amigo. 



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